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Inteligência de Presença4 min de leitura

Toda imagem feita por inteligência artificial carrega uma assinatura escondida, e seu cliente sente isso antes de ler a sua oferta

Você já deve ter passado por isso rolando o feed: aparece um banner de promoção, um post de campanha, uma arte de divulgação bonita, cores perfeitas, tudo no lugar. Só que alguma coisa incomoda. A luz não bate do jeito certo, a textura é lisa demais, o padrão se repete de um jeito estranho. Você nem sempre sabe dizer o que é, mas sente que aquilo não é real. E o pior: você já passou pro próximo post sem nem ler que promoção era aquela.

Você já deve ter passado por isso rolando o feed: aparece um banner de promoção, um post de campanha, uma arte de divulgação bonita, cores perfeitas, tudo no lugar. Só que alguma coisa incomoda. A luz não bate do jeito certo, a textura é lisa demais, o padrão se repete de um jeito estranho. Você nem sempre sabe dizer o que é, mas sente que aquilo não é real. E o pior: você já passou pro próximo post sem nem ler que promoção era aquela.

O problema não é só perceber, é parar de prestar atenção

Um estudo da Kantar, feito em parceria com a Affectiva e a iMotions, analisou 356 anúncios em vídeo produzidos com IA generativa e mediu a reação do público pela expressão facial das pessoas assistindo. O resultado: esses anúncios geram picos de confusão e um leve desconforto que desvia a atenção da mensagem principal. Ou seja, a pessoa gasta a atenção tentando entender por que aquilo parece estranho, e sobra pouca atenção pra entender o que a marca estava tentando vender.

Panorama geral

No mundo todo, 41% das pessoas dizem se sentir incomodadas com anúncios feitos por IA. No Brasil, o número é 31%, quase um terço de quem vê a sua campanha.

Isso já está custando confiança pra marca

Uma pesquisa da Klaviyo com a Datalily, feita com 8 mil consumidores em oito países, mostrou que quase 1 em cada 5 pessoas encontra, toda semana, algum conteúdo de IA malfeito, do tipo que estraga a experiência. E quando a marca usa IA de um jeito visível ou malfeito, a confiança do público despenca para 32% das pessoas, contra apenas 7% que dizem confiar mais depois de perceber o uso de IA.

No Brasil

No Brasil, uma pesquisa da Influency.me com a Opinion Box, feita com mais de 1.200 usuários de redes sociais, encontrou números parecidos: 54% desaprovam imagem gerada artificialmente, 43% dizem que isso gera dúvida quando aparece em conteúdo de produto, e 84% valorizam mais material feito por pessoas de verdade.

O que isso quer dizer pro seu negócio

O problema não é usar inteligência artificial. É usar sem cuidado, na parte da campanha que precisa convencer alguém a comprar, ler ou clicar. Se a assinatura escondida da IA aparecer bem na hora em que o cliente deveria estar lendo o preço, a condição, o benefício, a atenção dele vai embora antes de chegar lá.

Alguns cuidados simples resolvem grande parte do problema. Use IA à vontade nos bastidores, pra organizar ideia, gerar rascunho, acelerar tarefa interna. Mas na peça final, na arte que o cliente vai realmente ver, prefira imagem real sempre que for possível, principalmente quando o objetivo é vender ou converter. Se usar arte de IA mesmo assim, revise com calma, mostre pra outra pessoa antes de publicar, e pergunte com sinceridade: "isso aqui parece real?". Se alguém do seu time sentir estranheza, o seu cliente vai sentir também, e é bem provável que pare de ler ali.

“No fim das contas, campanha bonita que ninguém termina de ler não vende nada. O que converte é o que parece verdadeiro. E isso nenhuma inteligência artificial garante sozinha.”

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